O pedal faz a diferença – Afonso Capelas Jr.

A foto que ilustra este post mostra de que forma meios de transporte distintos ocupam espaço nas cidades: automóveis na imagem à esquerda, ônibus ao centro e bicicletas à direita. Ela foi tirada em Münster, cidadezinha histórica alemã, a pouco mais de 70 quilômetros de Dortmund. O número de pessoas transportadas é o mesmo para as três opções de locomoção, levando-se em conta que cada automóvel transporta apenas o motorista. A foto é auto-explicativa. Muitas cidades européias já se deram conta de como o uso intensivo da bicicleta pode ser a solução para resolver o problema da mobilidade urbana e. Os próprios alemães estão querendo ir ainda mais longe com as magrelas. Planejam concretizar o projeto Rad B-1. Trata-se de ligar cidades por estradas exclusivas para o trânsito de bikes. O primeiro desses caminhos vai de Dortmund a Duisburg, duas cidades que, juntas, abrigam cerca de dois milhões de habitantes que usualmente deixam as estradas da região bem congestionadas. A bike-estrada – se é que se pode chamar assim a Rad B-1 – será aberta ao lado da rodovia e terá todas as comodidades comuns às autoestradas mais modernas: seus 60 quilômetros de extensão serão totalmente planos, com asfalto de primeira, iluminação noturna, duas faixas em cada sentido, nenhuma curva acentuada, nenhum cruzamento. Deve ficar pronta em 10 anos. Já a França vai colocar em prática mais uma iniciativa de incentivo ao pedal, como já vem fazendo em Paris com o sistema Velib de aluguel de bicicletas. No final de janeiro, o ministro dos Transportes francês, Thierry Mariani, comunicou que vai propor às empresas do país que financiem os gastos com transporte de funcionários que aderirem à bike como meio de locomoção para chegar ao trabalho. Em contrapartida, as empresas terão isenções fiscais. Isto já acontece na Bélgica, onde os funcionários recebem nos contracheques cerca de 21 centavos de euro a mais a cada quilômetro pedalado. Mariani promete ainda mais: quer garantir aos ciclistas o direito de cruzar o sinal vermelho nas conversões à direita, abrir mais ciclovias nas cidades e colocar códigos anti-roubos nas magrelas. São investimentos com retorno líquido e certo. Ao preservar a saúde da população com o exercício diário de pedalar e com a conseqüente redução da fumaça venenosa dos automóveis na atmosfera, o governo francês espera economizar quase 6 bilhões de euros. Enquanto isso no Brasil…

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